Padd Solutions

Converted by Falcon Hive



“... e ela parou o que estávamos fazendo e disse - Ah, como você é perfeito”.

Na hora eu me senti a melhor pessoa do universo, porém isso não demorou um minuto. Comecei a pensar e pensar. Até que cheguei à conclusão, menos provável que um garoto daquela idade poderia chegar.

Eu já quis varias coisas na minha vida, até então, porém uma delas não era ser perfeito. Pelo contrario, sempre quis ser diferente da sociedade e seus princípios básicos. Eu não tenho uma personalidade muito influenciável e dou muito valor à índole das pessoas.

Acho que em certo ponto que fui diferente demais quando eu era pequeno, chegando ao ponto de desenhar e vender desenhos no colégio. Eu lembro vagamente disso, porém minha mãe me ajuda a lembrar de alguns fatos. Que eu sempre voltada com mais dinheiro do que saia de casa.

E lá com mais ou menos doze anos apareceu um Photoshop 2.0 no meu computador, um layout super estranho, meio azul e amarelo, super feliz. E foi exatamente por esse layout que eu comecei a mexer nele, era divertido. Depois de um tempo já colocava cabeça no corpo dos outros. Anos e anos se passaram e o Photoshop evoluiu e eu também. Parei de fazer montagens ruins e meu próximo sonho era fazer sites. Voilà! Deu certo, aprendi Dreamweaver e Fireworks, me senti pronto para o mercado de trabalho. Quando alguém pergunta “sabe mexer no Illustrator?”. E tudo começa de novo. Aprendi. Depois de muitos erros e nervosismo com o programa, hoje em dia ele é um dos meus favoritos. E uso ele para tudo. Hoje em dia estou aprendendo a dominar mais o Flash. Que é um programa que eu sempre tive medo, porém estou vendo que ele é bem mais fácil do que eu imaginava. É só ter paciência. E paciência é o que não me falta.

Ah, eu sou uma pessoa calma. Até demais. Fico irritado só comigo mesmo quando não consigo fazer as coisas que eu pretendo. Mas claro isso não quer dizer que eu sou santo. É difícil eu ficar bravo, mas quando fico já é aqueles que são para explodir mesmo (que medo).

E claro, o argumento final, que ninguém admite que seja. Porém eu falo que sem ele eu não seria nada. A inveja. Isso que me dá motivo para ser alguém na vida. Eu olho os outros e penso “um dia vou ser igual ou melhor que ele”. Alguns devem estar pensando “nossa, que horrível viver assim”, e eu falo “não, não é”. Eu simplesmente não consigo imaginar eu no futuro, e correr atrás disso. Eu preciso de pessoas concretas para me espelhar e ser igual, ou melhor.

Viu como eu estou indo no caminho contrario da perfeição? Ela não tinha razão quando falou que eu era perfeito.